segunda-feira, 22 de junho de 2009

Resistência aos Ataques Jurídicos contra os Trabalhadores da Flaskô


Resistência aos Ataques Jurídicos contra os Trabalhadores da Flaskô
Pressão dos trabalhadores na Procuradoria da Fazenda Nacional.

Sumaré, 22 de Junho de 2009
Por Alexandre Mandl



Os trabalhadores da Flaskô estiveram na data de hoje na sede da Procuradoria da Fazenda Nacional em Campinas, protocolando um documento no qual aponta as diversas ilegalidades que estão sendo cometidas, exigindo-se, por isso, a imediata retirada da intimação para que o coordenador do Conselho de Fábrica da Flaskô, Pedro Alem Santinho, nomeie bens pessoais por conta de dívidas patronais, assim como a suspensão dos processos de penhora de faturamento. Para tanto, exigem uma reunião com a Dra. Giuliana Lenza, responsável pelos ataques aos trabalhadores, e com o Dr. Luís Inácio Adams, Procurador-Geral da Fazenda Nacional, que já nos atendeu, e que trabalha em Brasília, para que esta situação se resolva com a urgência que se faz necessária.
À tarde, ao retornar à fábrica, nos deparamos com o oficial de justiça, da Vara do Anexo Fiscal de Sumaré, que nos apresentou mais cinco mandados de intimação de penhoras de faturamento contra a Flaskô, e, pior, em nome de Pedro Alem Santinho, por ser o Coordenador do Conselho de Fábrica da Flaskô. São mais cinco, e que somadas com as outras oito que já existiam, totalizam-se 124% do faturamento[1]! E, não tenhamos dúvidas, a ofensiva continua, e novas intimações virão.
O absurdo é tremendo. Querem fechar a Flaskô. A Dra. Giuliana, em reunião no dia 27 de fevereiro afirmou, com uma simplicidade assustadora: “A Flaskô não tem jeito. Temos que fechar. E fábricas fecham. Fazer o quê? Eu não posso fazer nada. Tenho ordens de fechar empresas com dívidas”.
Será que ela diz isso, pois não percebe que ao fechar a Flaskô acabará com a dignidade de 60 trabalhadores? Ou, sem “ingenuidade”, justamente por não se preocupar com estes trabalhadores e com uma experiência de gestão operária, que questiona a propriedade privada dos meios de produção, e que tiveram que retomar a produção para garantir seus empregos e dignidade, o interesse seja de fato fechar a Flaskô?
Será que ela não pode fazer nada, como diz? Sabe-se que pode e deve. A legislação vigente permite suspender as execuções por meio de suas unificações, como sempre pedimos e como é feito diariamente com diversas empresas. Mas, não somente não cumpre o que a lei determina, ao permitir o acordo, como ela aumenta os ataques com o objetivo de liquidar com os trabalhadores da Flaskô.
É esta a conclusão ao ver o outro elemento dito. Se ela diz ter ordens de fechar empresas com dívidas, a hipocrisia não podia ser maior. É público e notório que a maior parte das empresas possuem dívidas. Algumas são enormes, como as grandes transnacionais, ou mesmo as “nacionais” Vale, Embraer, Petrobras; mas, nem por isso, a “ordem” seja para fechar, pelo contrário.
O que vemos é o BNDES salvando o lucro dos capitalistas, mesmo que ao custo de milhares de demissões. Assim, não restam dúvidas que a intenção dos capitalistas é acabar com a última experiência de gestão de trabalhadores, e, por conseguinte, com os operários da Flaskô. A “ordem” é outra... por que será? Quem define qual ordem deve ser dada a quem? Sabe-se que a Procuradoria da Fazenda Nacional é vinculada ao Ministério da Fazenda...
Se não bastasse tudo isso, verificamos que os ataques aumentam com a criminalização dos trabalhadores da Flaskô, por meio da intimação de que seu representante eleito, coordenador do Conselho de Fábrica, seja responsabilizado com seus bens pessoais, por dívidas deixadas pelos patrões. Quanta hipocrisia! Passaram-se anos de repleta inadimplência fiscal, e a Procuradoria da Fazenda Nacional, responsável para processar os devedores, nada fez. Em menos de seis meses, a Procuradoria não somente não reconhece a legitimidade do Conselho como gestores da fábrica para a realização de um acordo para a suspensão dos processos de execução, como reconhece, por outro lado (veja o absurdo), ao querer responsabilizar, inclusive pessoalmente, os trabalhadores por dívidas deixadas pelos patrões.
Os capitalistas utilizam-se do poder judiciário para atacar a classe trabalhadora. Com a Flaskô, a intencionalidade é clara: acabar com a gestão de operária. No entanto, exploradores, não tenham dúvida: denunciaremos politicamente estes absurdos, nos mobilizaremos e resistiremos! O que exigimos está fundamentado na própria lei que vocês construíram, e nosso interesse é garantir os empregos e a dignidade dos trabalhadores. Todos sabem que as dívidas são patronais. Vão atrás deles! Os ataques e a hipocrisia com o tratamento “diferenciado” chegaram ao extremo... o que mais vocês pretendem? Nós, sabemos muito bem o que fazer...

Para compreender melhor o caso:

O movimento das fábricas ocupadas é protagonista de uma luta fundamental para a classe trabalhadora. A perspectiva da expropriação dos meios de produção, por meio da estatização sob o controle operário, coloca em pauta a emancipação proletária. Por isso, os ataques contra a resistência dos trabalhadores da fábrica ocupada Flaskô, em Sumaré/SP, tomam novas dimensões justamente no momento em que completa seis anos de luta.

O poder judiciário mostra a sua classe
Por não ter representantes partidários, cria-se o mito de “Justiça” e neutralidade. Não é à toa que os capitalistas se utilizam cada vez mais do Judiciário para atacar os trabalhadores. A criminalização dos movimentos sociais é um exemplo claro disso. O processo de judicialização dos conflitos sociais, ou seja, a transferência dos conflitos sociais para a esfera jurídica é o resultado desta estratégia da classe dominante. Lembremos que para atacar o movimento das fábricas ocupadas, o golpe veio via Justiça Federal. Na Flaskô, a estratégia é esta, só que de forma mais sutil e disfarçada.
Por meio da Procuradoria da Fazenda Nacional, órgão competente para executar as dívidas de impostos, absurdos jurídicos vêm sendo cometidos e que explodiram há dois meses. Por conta das dívidas fiscais patronais, querem responsabilizar os trabalhadores da Flaskô. A gestão operária possui interesse em pagar os tributos devidos pelos patrões, por meio da unificação das execuções fiscais, com o pagamento de uma porcentagem do faturamento mensal, conforme garante a própria legislação burguesa (artigo 28 da Lei de Execução Fiscal). Tal dispositivo é usado para todas as empresas. No entanto, eles argumentam que o conselho de fábrica não é o legítimo representante da Flaskô para assinar este acordo. Por outro lado, considera que o representante legal é o conselho de fábrica quando é para responsabilizar pela dívida, nomeando-se como fiel depositário. Ou seja, para eles, o conselho de fábrica só é legítimo quando é para atacar a gestão dos trabalhadores. Esta é a enorme contradição.
Os absurdos se aprofundaram com as determinações das penhoras de faturamento. Ao dizer que os leilões de máquinas restavam infrutíferos (pois dizemos que “se arrematar não vai levar”), a ofensiva da classe dominante foi, por meio da Procuradoria, requerer a penhora de faturamento da fábrica. Tal medida é ilegal pela própria legislação vigente. A lei diz que a penhora de faturamento é excepcional, e, ainda, que não se pode penhorar capital de giro, muito menos penhorar valor alimentício (artigo 621, I, do Código de Processo Civil). Ora, não restam dúvidas que o faturamento da Flaskô não é lucro, e nem mesmo é capital de giro, servindo apenas para pagar os salários e direitos dos trabalhadores. Assim, o mesmo não pode ser penhorado.
Não obstante, há um mês, com estes mesmos argumentos, penhoraram a conta da Associação dos trabalhadores. Combatemos e conseguimos comprovar, provisoriamente, que o bloqueio era indevido, demonstrando que a conta da associação serve para movimentar o fluxo financeiro da fábrica com o objetivo único de manter a fábrica aberta e pagar os salários dos trabalhadores.
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A última cartada
Quando imaginávamos que os ataques já estavam no limite, eis que surge um novo golpe. A Procuradoria da Fazenda Nacional, órgão judicial que na prática responde ao Ministério da Fazenda, por conta de dívidas da gestão patronal, requereu a penhora de bens pessoais de Pedro Alem Santinho, coordenador do conselho de fábrica da Flaskô. Ele amanheceu com um oficial de justiça em sua residência. Trata-se de uma imensa ilegalidade. Para ser atingido bens pessoais de sócios nas empresas, é necessário a desconstituição da personalidade jurídica (artigo 50 do Código Civil). Tal fato não ocorreu neste caso, e, caso ocorresse, como muitas vezes inclusive requeremos, os responsáveis são os patrões que constam no contrato social. Não bastasse isso, Pedro é um representante eleito pelos trabalhadores, e exerce seu mandato como representante do coletivo de trabalhadores, não podendo ser responsabilizado individualmente. Assim, o que se verifica é a agressão contra a classe trabalhadora, simbolizada na luta histórica dos trabalhadores da Flaskô.
A defesa jurídica está feita, mas não temos dúvida de que a solução é denunciar politicamente estes ataques contra a Flaskô. Como militantes marxistas revolucionários, temos que ter claro o papel do Poder Judiciário e combater a criminalização sofrida pela classe trabalhadora. Que os capitalistas não ousem duvidar da capacidade dos trabalhadores da Flaskô! Resistiremos!

[1] Os processos podem ser consultados pela internet: http://www.tj.sp.gov.br/ , na Comarca de Sumaré, pelo índice de processos de execução fiscais. Segue abaixo a relação dos processos que a Procuradoria da Fazenda Nacional requer a penhora de faturamento e a nomeação de Pedro Alem Santinho, como fiel depositário:
3501/04 – penhora de 20%;
6288/05 – penhora de 10%;
3452/99 – penhora de 10%;
3399/04 – penhora de 10%;
5011/96 – penhora de 5%;
5002/96 – penhora de 5%;
5006/96 – penhora de 20%;
2809/02 – penhora de 10%;
4995/96 – penhora de 10%;
3565/06 – penhora de 2%;
1518/97 – penhora de 2%;
2805/02 – penhora de 20%.

Documento da Procuradoria da Fazenda Nacional em Campinas



































Trabalhadores da Flaskô vão exigir fim dos ataques na Procuradoria da Fazenda em Campinas



















(Thiago, Leo e Luís, trabalhadores da Flaskô, ao protocolarem requerimento da Flaskô na sede da Procuradoria da Fazenda Nacional em Campinas/SP).

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Continuam as medidas de criminalização da Fábrica Ocupada Flaskô


Continuam as medidas de criminalização da Fábrica Ocupada Flaskô


No último dia 08 de junho, o dirigente da fábrica ocupada Flaskô, Pedro Alem Santinho, foi intimado em sua residência pela Justiça Federal a pagar uma dívida dos antigos patrões da Flaskô, inclusive com ameaça de penhora de seus bens pessoais. Este é apenas mais um ataque contra a luta dos trabalhadores da fábrica ocupada Flaskô; um crime contra a luta dos trabalhadores de todo o Brasil que se levantam cada vez mais para defender seus direitos seus empregos. Um ataque que tem como objetivo calar os lutadores de todo o Brasil.
Para entender o caso.
Os antigos patrões da Flaskô durante mais de 10 anos, de 1990 a 2002 deixaram de pagar os impostos, os direitos dos trabalhadores e, mais do que isso, prepararam a quebra da fábrica a partir da sua pilhagem, assim como fazem muitos empresários diante da crise.
Ao contrário da rotina, em 12 de junho de 2003, os trabalhadores, após 03 meses de salários atrasados, decidiram ocupar a fábrica e assumir seu controle para manter a produção e os empregos.
Os trabalhadores, em conjunto com o Movimento das Fábricas Ocupadas, decidiram lutar pela estatização sob controle operário como única medida que poderia garantir os empregos e os direitos diante da dívida dos antigos patrões com os impostos federais chegava a 70 milhões de reais.
Grandes mobilizações foram feitas durante estes mais de 06 anos. Inclusive, tendo como resultado de encaminhamentos do próprio presidente Lula, um parecer, de fevereiro de 2005, feito pelo BNDES e o BADESC, propunha que o governo assumisse a fábrica via BNDES como única maneira de salvar os empregos.
Desde então, nada foi feito no sentido de solucionar positivamente a questão, ao contrário, os ataques via justiça se ampliaram. Tendo o seu ápice com a intervenção federal na Cipla e Interfibra em 2007.
Os trabalhadores da Flaskô seguiram resistindo, mostrando ao movimento operário, um caminho de luta diante da crise que se iniciava.
As dívidas com a Fazenda Nacional
Foram as dívidas com a Fazenda Nacional que justificaram o ataque fascista contra o movimento das fábricas ocupadas em 31 de maio de 2007 quando houve a intervenção na Cipla e Interfibra. A Procuradoria da Fazenda Nacional em Santa Catarina solicitou a intervenção com a justificativa de garantir o pagamento destas dívidas. No entanto, hoje, mais de dois anos depois, é sabido, inclusive pela própria Justiça Federal que nada foi pago pelo Interventor. E, ao contrário de manter os empregos, demitiu-se mais de 500 trabalhadores e trabalhadoras mostrando de maneira clara seu objetivo.
Na Flaskô, as dívidas dos antigos patrões chegam a 70 milhões de reais. Os trabalhadores, desde que assumiram, apresentam como proposta à Procuradoria da Fazenda Nacional a unificação de todas as execuções fiscais, o que significa reunir os mais de 180 processos de cobrança das dívidas, em apenas um, de maneira a facilitar os encaminhamentos, e, propõem, um pagamento de 1% do faturamento mensal como forma transitória até que se encontre uma solução. Frisa-se que tal pedido é permitido por lei. Além disso, os trabalhadores também pedem que sejam procurados outros bens dos antigos proprietários adquirido com os dinheiros dos desvios e não pagamentos dos impostos, e, por fim, que, como propõem o próprio BNDES, que o governo adjudique para si a fábrica e todos seus bens, e os coloque sob o controle dos trabalhadores, isto é, estatize-as.
No entanto, nada é feito no sentido de encontrar uma solução positiva aos trabalhadores. Recentemente, na audiência pública realizada na Câmara dos Deputados em Brasília, realizada para discutir soluções para a manutenção dos empregos na Flaskô, um deputado Federal afirmou que caso não fossem cobradas estas dívidas, os Ministros poderiam ser presos por não fazerem seu trabalho. No entanto, é sabido que centenas de empresas devem somas astronômicas e nada é feito contra elas. Entre os grandes devedores, podemos encontrar a “Companhia Vale do Rio Doce”, a “Globo”, centenas de prefeituras e governos do Estado, a “Sadia”, o “Banco Itaú”, o “Unibanco” entre muitos outros. (veja lista)
Alguém já ouviu falar de uma intervenção federal na Vale do Rio Doce para cobras suas dívidas? Não. A contradição e a hipocrisia são tremendas. Há um ditado que diz: “Aos amigos tudo e aos inimigos a lei!”
A cobrança das dívidas hoje
Há cerca de 45 dias, os trabalhadores foram surpreendidos com o seqüestro de valores da conta bancária para pagar dívidas. Agora se iniciam ataques aos dirigentes da fábrica como forma de intimidar e tentar fazer parar a luta, e, mais do que isso, preparando um novo ataque contra a fábrica, como feito na Cipla e Interfibra.
A dívida que levou a intimação do dirigente eleito pelos trabalhadores, Pedro Alem Santinho, foi contraída entre janeiro de 2000 e dezembro de 2002. Isto é, refere-se ao período em que a fábrica estava nas mãos dos antigos proprietários. No entanto, o que surpreende é que a intimação, ao invés de ir ao representante legal da empresa, e administrador na época simplesmente, como se pode ler no processo, foi encaminhada pela Procuradoria da Fazenda Nacional em Campinas ao representante eleito pelos trabalhadores, após um oficial de justiça tentar intimar o antigo proprietário e este afirma que o representante dos trabalhadores seria o responsável. Nada mais arbitrário. Fica bastante claro que é uma decisão de criminalizar os trabalhadores, fazendo-os assumir a dívidas dos antigos patrões, inclusive pessoalmente.
É necessária uma saída para os trabalhadores manterem seus empregos
Por toda a parte vemos que o desemprego segue aumentando nas fábricas, mesmo que o governo tente dizer o contrário. Diante disso, a luta do Movimento das Fábricas Ocupadas, e a resistência na Flaskô é um exemplo a ser seguido pelos trabalhadores em todo o Brasil.
Diante do fechamento das empresas é necessário ocupa-las, coloca-las a funcionar sob o controle dos trabalhadores e se somar à luta pela estatização sob o controle dos trabalhadores.
No final de junho acontece em Caracas, nos dias 25, 26 e 27 o II Encontro Latino Americano de Fábricas Recuperadas pelos trabalhadores que deve discutir esta questão e outras medidas de luta para os trabalhadores em defesa dos empregos e dos direitos.
Reforçar a luta de resistência dos trabalhadores da Flaskô é fundamental. Por isso, pedimos que encaminhem as moções abaixo.
Saudações de resistência e luta!
Viva a luta dos trabalhadores da Flaskô!
Viva a solidariedade da classe trabalhadora!

Coordenador do Conselho de Fábrica da Flaskô
Movimento de Fábricas Ocupadas

MOÇÃO DE SOLIDARIEDADE AOS TRABALHADORES DA FLASKÔ

MOÇÃO DE SOLIDARIEDADE AOS TRABALHADORES DA FLASKÔ



Ministério da Fazenda Nacional
Sr. Ministro Guido Mantega - gabinete.df.gmf@fazenda.gov.br
Sr. Secretário-Executivo Nelson Machado - se.df@fazenda.gov.br
Fax: (61) 3412-1824

Procuradoria Geral da Fazenda Nacional
Dr. Luis Inácio Lucena Adams - luis.adams@fazenda.gov.br
Fax: (61) 3412-1784

C/C Procuradoria da Fazenda Nacional em Campinas
Dra. Giuliana Maria Delfino Pinheiro Lenza
giuliana.lenza@pgfn.gov.br , psfn.sp.campinas@pgfn.gov.br
Fax: (19) 2101-9260

C/C Flaskô
Pedro Alem Santinho
pedro.santinho@uol.com.br
(19) 3854-7798


Com indignação e espanto, tomamos conhecimento que o Sr. Pedro Alem Santinho, dirigente eleito na fábrica ocupada Flaskô, recebeu no último dia 08 de junho intimação da Justiça Federal de São Paulo, a pedido da Procuradoria da Fazenda Nacional, para que pague cerca de R$ 139.000,00 de dívidas dos antigos proprietários da fábrica que foi ocupada pelos trabalhadores em 12 de junho de 2003, como última medida para manter os empregos e os direitos daqueles pais e mães de família. Medida extrema, mas necessária para manter os empregos.

Desde então, os trabalhadores da Flaskô têm pedido apoio ao governo para que encontre uma solução para estes empregos. Com o objetivo de encaminhar medidas nesta direção, o Conselho de Fábrica já esteve reunido com esta Procuradoria e com vários ministérios, sempre com o fim de manter os empregos.

Se não bastassem todas as ameaças de fechamento, como as diversas penhoras de faturamento, o que nos surpreende agora é a cobrança de dívidas, geradas pelos antigos patrões, de um trabalhador da fábrica. Realizada de forma arbitrária e ilegal, esta atitude nos parece mais uma medida de criminalização das lutas sociais, uma vez que, ao mesmo tempo, é publico e notório que os antigos patrões não são cobrados por estas dívidas.

Assim, pedimos que seja suspensa qualquer ameaça aos dirigentes da fábrica Flaskô, e que este Ministério, em conjunto com a Procuradoria da Fazenda Nacional, receba os trabalhadores urgentemente!

Sem mais,

Local, Data


_________________________
NOME/ENTIDADE

Flaskô: 12 de junho completou 6 anos de Controle Operário e luta pela estatização


Flaskô: 12 de junho completou 6 anos de Controle Operário e luta pela estatização

Em 12 de junho de 2003 os operário da Flaskô tomavam a decisão de ocupar a fábrica e assumir o controle operacional, administrativo e financeiro da fábrica. Um dia depois da audiência da comissão de fábrica da Cipla e Interfibra ser recebida pelo presidente Lula. A caravana com mais de 600 trabalhadores que saiu de Joinville para ser recebida pelo presidente em Brasília na volta de Brasília passou na Flaskô para participar da histórica assembléia. Dois trabalhadores da Flaskô haviam participado da Caravana e voltaram animados com a esperança e o exemplo da luta dos trabalhadores da Cipla e Interfibra. E mais do que isso esperançosos de que o presidente Lula cumprisse com sua promessa de encontrar uma medida para salvar aqueles empregos.
Na última sexta-feira completou-se 6 anos de controle operário e luta pela estatização na Flaskô. Certos de que para manter os empregos seria necessário muita luta os trabalhadores da Flaskô sempre souberam que seria necessário contar com a solidariedade dos trabalhadores e suas organizações, pois a destruição dos empregos, o fechamento de fábricas, os ataques aos direitos é uma política dos patrões que tem como objetivo aumentar a exploração sobre a nossa classe e assim obter mais lucros e lucros.
Cada ano de luta foi acompanhado de mais e mais experiência e da certeza que somente construindo a unidade dos trabalhadores e trabalhadores para lutar contra a opressão e a exploração é que poderíamos avançar nossa luta e na própria defesa dos empregos.
Por isso sempre estivemos ao lado dos lutadores e lutadoras do povo. Nossa luta sempre foi nestes 6 anos uma luta dos sem-terra, dos sem teto, do movimento sindical, do movimento popular, e principalmente uma luta internacionalista, pois sabemos que se não lutamos para nos livrarmos de toda a opressão do capital não poderemos construir um mundo que tenha como objetivo a vida dos trabalhadores.
Por isso reafirmamos nosso compromisso de seguir lutando em defesa dos empregos, dos direitos.
Defender a Flaskô!
Defender os empregos!
Fábrica ocupada é fábrica estatizada!
Pedro Santinho
Coordenador do Conselho de Fábrica da Flaskô
Movimento de Fábricas Ocupadas

(11) 9930-6383
http://www.defenderaflasko.blogspot.com/

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Fábricas Ocupadas no Congresso
Movimento das Fábricas Ocupadas Outros artigos deste autor


Audiência Pública na Câmara dos Deputados em Brasília debateu a luta pela estatização das fábricas ocupadas e pelo fim da intervenção na Cipla e Interfibra.


Dia 20 de Maio foram à Brasília dois ônibus com operários da Flaskô, além de militantes do MST, MTD, MTST, da Vila Operária e Popular, do MNS, da Juventude Revolução e de estudantes do CA de Direito da PUC-Campinas. A mesa, presidida pelo deputado federal, Fernando Nascimento (PT-PE), foi composta por Pedro Santinho (Flaskô), Cinthya Pinto da Luz (MNDH), Paul Singer (Ministério do Trabalho) e por Vicentinho, Deputado Federal (PT-SP).O deputado Fernando Nascimento abriu o evento saudando os presentes: “Companheiros da Flaskô, meu mandato será um instrumento da luta de vocês”, afirmou. Cinthya Pinto da Luz afirmou: “A luta da Cipla e Interfibra de Joinville foi especial, porém difícil e muito dura. Os operários deram uma lição administrativa ao assumir as fábricas quebradas faturando R$ 900 mil reais e levando o faturamento a R$ 5 milhões e meio. Além disso, reduziram a jornada de trabalho para 30 horas semanais sem reduzir os salários. Esta luta nos enche de orgulho”. Cinthya também chamou a atenção para a vergonhosa intervenção federal ocorrida na Cipla e Interfibra: “A nova forma de gestão aplicada pelos trabalhadores deveria ser admirada e estudada pelo governo. Porém, ao contrário, o governo criminalizou esta experiência e seus trabalhadores. A intervenção federal eliminou a experiência, mas não a sua história. Hoje quase 700 operários foram demitidos e nenhum centavo foi pago ao INSS”, informou.Pedro Santinho disparou: “Esta é a quinta vez que viemos a Brasília. Ocupamos a Flaskô após três meses sem receber salário. Isto ocorreu num período em que mais de cem fábricas fechavam na região de Campinas. Para não correr isto conosco, decidimos seguir o exemplo da Cipla e Interfibra e ocupamos a fábrica. Naquele momento a Flaskô não faturava mais que R$ 40 mil reais. Mas sob o controle dos trabalhadores chegamos a faturar 1 milhão”. Pedrinho informou sobre as conclusões de um estudo do BNDES e BRDE referente à Cipla e Interfibra: “Os próprios órgãos do governo chegaram à mesma conclusão que nós. A única alternativa para o governo receber o que era seu – em torno de R$ 500 milhões de reais – seria transformar o passivo em ações para manter os empregos e devolver, ao longo do tempo, aos cofres públicos, a fortuna desviada pelos patrões. Mas o governo nunca nos respondeu sobre este estudo”. Pedrinho concluiu sua fala apresentando quatro propostas à Comissão do Trabalho (ver mais abaixo).O professor Paul Singer representou o Ministro do Trabalho e falou da experiência das cooperativas e das fábricas ocupadas. Quanto à intervenção, o professor se ateve a um rápido comentário: “Os trabalhadores não podem ser criminalizados”.O deputado João Paulo Cunha declarou: “Sou solidário ao movimento das fábricas ocupadas, inclusive assinei o abaixo-assinado da Flaskô”. João Paulo se colocou à disposição para ajudar na articulação junto à Presidência da República e aos ministérios. Vicentinho disse que “Os operários não só sabem comandar as fábricas como também sabem governar melhor que qualquer burguês...”. Quanto a reivindicação de estatização, falou: “Até o Barack Obama indica esta saída para a crise”.Sobre a experiência da ocupação, Vicentinho afirmou, “É a primeira vez que conheço uma experiência que foi tão longe. Só conhecia as cooperativas, o modelo de vocês é inédito! E aproveito para convidar o Pedrinho a comparecer numa audiência pública que vai ocorrer na Assembléia Legislativa de São Paulo, onde vamos tratar deste assunto. Lá estarão presentes dirigentes sindicais de todo país e o governo. Vamos abrir o espaço para que o Pedrinho possa levar esta bela luta. E é assim mesmo, onde a peãozada toma conta, a jornada só podia ser de 30 horas.”Os presentes puderam também intervir. Carlos Castro da Cipla falou sobre a intervenção ocorrida na Cipla e Interfibra e reivindicou da Comissão do Trabalho que desse fim neste processo vergonhoso para recolocar o controle das fábricas nas mãos dos trabalhadores. Ele se apresentou ainda como atual representante dos trabalhadores da Cipla: “Ainda me considero representante dos trabalhadores da Cipla, pois na última eleição, em 2006, fui eleito com 82% dos votos dos trabalhadores da fábrica e não foram os trabalhadores que me destituíram deste mandato, mas sim a Polícia Federal!”.Shaolin, trabalhador da Flaskô, solicitou que se viabilize um marco legal para impedir o fechamento da fábrica e assim, manter os empregos. E questionou porque que o Ministério da Previdência tem cobrado os trabalhadores das dívidas dos antigos patrões com o INSS enquanto que as grandes multinacionais e bancos devem fortunas e nunca são cobradas.Faustão da CUT-Pernambuco informou que a Central tem deliberação contra a intervenção. Fernando, trabalhador da Flaskô, comentou que a experiência de ocupação deve servir de exemplo para os trabalhadores impedirem que outras fábricas fechem. Para ele, a Petrobrás poderia comprar a produção da Flaskô. Tal medida manteria o funcionamento da fábrica. Alexandre, advogado da Flaskô, se concentrou na questão legal e Carlão, também da Flaskô, foi o último a falar. Para ele, com 52 anos de idade, não haverá mais lugar para trabalhar se a Flaskô fechar.As propostas dos trabalhadoresA posição adotada pelos deputados é importante no apoio a este movimento, mas não se pode esquecer que o governo Lula já tem na mão todos os instrumentos para resolver a questão. Além disso, os deputados podem e devem tomar a iniciativa de propor um Decreto Legislativo que exproprie as fábricas ocupadas e determine o fim da intervenção e a imediata devolução da Cipla e Interfibra para os Conselhos de Fábrica legitimamente eleitos pelos trabalhadores.Os trabalhadores reafirmaram sua posição pela estatização das fábricas ocupadas sob controle operário e pediram na Audiência Pública que o Congresso decida por:1. Suspensão de todos os processos de execução promovidos pela Fazenda Nacional que hoje ameaçam o funcionamento e os empregos dos trabalhadores da fábrica ocupada Flaskô Industrial de Embalagens.2. Suspensão de todos os processos de criminalização dos trabalhadores e seus dirigentes em função das dívidas relacionadas.3. A apresentação de um DECRETO LEGISLATIVO pela expropriação da empresa Flaskô, da Cipla e Interfibra, com o claro objetivo de defender os empregos.4. Assumir as fábricas via BNDES, através da transformação do passivo tributário (quase todo com o governo federal) em ações.5. Suspensão da Intervenção na Cipla/Interfibra e a devolução das fábricas para o Conselho de Fábrica eleito pelos trabalhadores, além das medidas cabíveis como a anterior para a manutenção dos empregos.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

AS AMEAÇAS AOS EMPREGOS NA FLASKÔ CONTINUAM! Confirmada Audiência Pública em Brasília – 20/05 às 11 horas

PEDIMOS A TODOS OS COMPANHEIROS QUE CONHECEM NOSSA LUTA QUE LEIAM ATÉ O FINAL, POIS É MUITO IMPORTANTE!
E ÀQUELES QUE NÃO CONHECEM, QUE LEIAM PARA CONHECER!

É hora de decidir salvar a Flaskô!
É hora de decidir barrar as demissões!
Fábrica fechada é fábrica ocupada e estatizada!

A luta dos trabalhadores da Flaskô vai completar 6 anos no próximo dia 12 de junho. E continua a cada dia sendo atacada por todos os lados. No dia 04 de Maio tomamos conhecimento de que a justiça determinou o seqüestro da conta dos trabalhadores para pagar dívidas antigas, de maneira arbitrária e sem negociação - o que até o momento não foi resolvido e já causou prejuízos enormes com o seqüestro de dinheiro do Vale-Transporte e da refeição dos trabalhadores. Este tipo de medida tem um claro objetivo de acabar com esta importante experiência de resistência às demissões e ao fechamento da fábrica. Como afirmou o juiz que decidiu favoravelmente a intervenção federal na Cipla e Interfibra: “Imagina se a moda pega” - referindo-se diretamente à luta de ocupações para manter os empregos.

É hora de se preparar para defender os empregos!
Mais do que nunca sabemos que depois de anos com lucros milionários os patrões já iniciaram uma onde de demissões enorme e dados mostram que isto deve continuar. Isto inclusive tem levado ao fechamento de fábricas e pode se ampliar no próximo período. O Serasa já indica que aumentou em 200% os pedidos de recuperação judicial. O próprio governo mostra que aumentou a inadimplência com os impostos e direitos como INSS em 100%. Os patrões mais uma vez querem fazer os trabalhadores pagarem a conta. Por isso mais do que nunca pedimos o apoio de todos os companheiros e companheiras e suas organizações que apóiem a nossa resistência, que discutam as alternativas à crise de maneira que não permitam que os trabalhadores paguem a conta, e isto, na nossa opinião, passa pelo governo Lula decidir proibir as demissões, e por ocupar cada uma das fábricas quebradas e estatizá-las sob o controle dos trabalhadores.

Para isso, depois de ser adiada, conseguimos confirmar a realização de Audiência Pública na Câmara dos Deputados em Brasília dia 20 de Maio.
Assim, para debater estas questões e adotar medidas imediatas diante da crise pela qual passa todo o mundo, e em particular para adotar medidas para salvar a Flaskô e colocar fim à intervenção na Cipla e Interfibra, será realizada audiência pública no próximo dia 20 de maio às 11 horas no Plenário 12 da Câmara dos Deputados, em Brasília.
Nós, trabalhadores da Flaskô, estamos organizando uma caravana que deve sair da porta da fábrica (Sumaré-SP, região de Campinas) no dia 19/05 às 19 horas e pedimos a todos os companheiros e companheiras e suas organizações que se somem a esta delegação entrando em contato para participar.

É hora de reforçar a audiência pública de 20 de maio em Brasília!
Pedimos a todos os sindicatos, movimentos populares, mandatos comprometidos com a luta e aos lutadores e lutadoras do povo trabalhador que nos ajudem:
- publicando em seus sites nossa convocatória e a divulgando amplamente;
- publicando em seus jornais impressos nossa luta e a experiência de resistência das fábricas ocupadas;
- indicando representantes para compor a delegação que sairá da fábrica em Caravana no dia 19/05 ou mesmo indo por meios próprios;
- que entrem em contato para colaborações para podermos garantir os ônibus para a caravana, contribuindo com qualquer valor, pois sabemos que a luta dos trabalhadores é sustentada pelos trabalhadores e suas organizações. E, sobretudo, neste momento em que tivemos dinheiro seqüestrado de nossa conta a manda da justiça;
- que assinem e ajudem a fazer assinar a petição que se encontra em nosso blog
http://www.defenderaflasko.blogspot.com ou diretamente aqui;
- que ajudem a divulgar amplamente a convocatória para o encontro de 6 anos que será realizado na Flaskô no dia 20 de junho;
- que discutam e ajudem a divulgar o II Encontro de Fábricas Recuperadas que se realizará em Caracas/Venezuela no dia 26 a 28 de junho.

Companheiros e companheiros,
Sabemos que muitos companheiros já nos apóiam, mas reafirmamos: estamos em uma situação muito mais difícil, querem nos cercar por todos os lados e somente a solidariedade de nossa classe pode nos salvar a todos.
Agradecemos desde já.


Pedro Santinho
Coordenador do Conselho de Fábrica da Flaskô
Movimento de Fábricas Ocupadas

(11) 9930-6383
http://www.defenderaflasko.blogspot.com

terça-feira, 5 de maio de 2009

AJUDE-NOS ESTAMOS PRECISANDO DE AJUDA!!!

A AUDIÊCIA PÚBLICA FOI ADIADA
PARA O DIA 20 DE MAIO
"Ampliaremos nossa mobilização, vamos levar três ônibus nessa Caravana que vai sair da Flaskô dia 19 à noite".
Entre em contato com os trabalhadores da Flaskô (19) 3864 2624 (19) 8164 1971


ESTAMOS FAZENDO UMA ARRECADAÇÃO FINANCEIRA PARA IRMOS À BRASÍLIA, ENTÃO, PEDIMOS A TODOS OS SINDICATOS, PARLAMENTARES, ENTIDADES DE LUTA EM GERAL, QUE CONTRIBUAM COM QUALQUER QUANTIA PARA NOSSA DURA BATALHA PARA SALVAR OS POSTOS DE TRABALHO AQUI NA FLASKÔ.
ESTAMOS DESESPERADOS, SEM DINHEIRO PARA IR À AUDIÊNCIA PÚBLICA. E VEMOS NESSA AUDIÊNCIA UMA MANEIRA DE BRIGAR CONTRA AS PENHORAS DE FATURAMENTO, OS LEILÕES, CONTRA OS ATAQUES DO PRÓPRIO GOVERNO COMO ACONTECEU NA CIPLA E ALÉM DE TENTAR ENCONTRAR ALTERNATIVAS PARA NÃO DEIXAR A NOSSA PRODUÇÃO ENCERRAR, POIS EM MEIO A ESSA CRISE, NOSSA PRODUÇÃO PODE SE ENCERRAR A QUALQUER MOMENTO, IREMOS ATÉ BRASÍLIA PORQUE A RESPONSABILIDADE É DO GOVERNO E POR OBRIGAÇÃO TEM QUE ENCONTRAR MEIOS DE SALVAR OS TRABALHADORES DE TODAS AS CATEGORIAS EM TODOS OS LUGARES DO BRASIL.

A Convocatória segue a baixo:
O Movimento das Fábricas Ocupadas, através da sua coordenação na fábrica ocupada e controlada Flaskô, em conjunto com o Deputado Federal Fernando Nascimento, da comissão de trabalho convoca esta importante discussão com o objetivo de se debater e encaminhar soluções no sentido de diante da crise encontrar medidas para salvar os empregos, impedir o fechamento de fábricas e as demissões.
Neste sentido a experiência de resistência dos trabalhadores da Flaskô, fábrica ocupada que está completando 6 anos de controle operário e luta pela manutenção dos empregos e direitos com a reivindicação da estatização das fábricas sob o controle dos operários, é fundamental para a reflexão de todo movimento operário, e mais do que este, de todas aqueles comprometidos com a democracia e a defesa do emprego, que em última instância é mínimo para a dignidade humana. Outras experiências também serão apresentadas com dos companheiros da Usina Catende do Estado de Pernambuco.
Estão convidados para participar o Ministério do Trabalho, o Movimento das Fábricas Ocupadas através de uma representante da Flaskô e de um representante da luta contra a Intervenção na Cipla e Interfibra, representante da Usina Catende, representante da Central Única dos Trabalhadores, parlamentares e todos aqueles que queiram discutir a questão.
Os trabalhadores da Flaskô, com constantes ameaças a seus empregos, exigem que o governo Lula assuma seu compromisso e adote medidas no sentido de salvar os empregos.
Por isso convidamos todos a nos contatar para participar da audiência. Onibus estaão sendo organizados para sair da porta da Flaskô na cidade de Sumaré/SP e as inscrições estão abertas entrem em contato.
È hora de salvar a Flaskô! Já é hora de retirar a intervenção na Cipla e Interfibra!
É hora de salvar os empregos!
Fábrica fechada deve ser ocupada e estatizada sob o controle dos trabalhadores!

Pedro Santinho
Coordenador do Conselho de Fábrica da Flaskô
Movimento de Fábricas Ocupadas
(11) 9930-6383


Local: Câmara dos Deputados – Brasília
Data: 20/05/2009
http://www.defenderaflasko.blogspot.com/

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Convite para os trabalhadores do setor automobilístico da América Latina para participar do Segundo Encontro Latinoamericano de Fábricas Recuperadas

Na etapa atual da crise capitalista, um dos setores mais afetados pela crise geral de superprodução é o setor automobilístico. Isso implica uma ofensiva geral das grandes multinacionais deste setor contra os trabalhadores para que sejamos nós os que paguemos a conta da crise através de demissões, fechamentos de fábricas, perdas de direitos, terceirização, etc.
Em frente a estes ataques os trabalhadores do setor automobilístico temos dado resposta em todo mundo, do Estados Unidos até a Europa , da América Latina ao Sudeste Asiático. Temos realizado todo tipo de ações de luta em defesa de nossos postos e condições de trabalho, desde greves até ocupações de fábricas. Na Venezuela, os trabalhadores do setor automobilístico e, particularmente os do estado Anzoátegui, temos mantido uma luta contundente nos últimos meses nas empresas “MMC automotriz”, “Vivex” e “Macusa” que foram ocupadas suas fábricas durante semanas. No caso da “MMC” (Mitsubishi) a luta custou a vida de dois colegas durante uma agressão policial para desalojar a fábrica que permanecia tomada.
Depois de duras lutas conseguimos uma vitória sobre as posições da patronal onde se reconheciam reivindicações históricas para os trabalhadores da “MMC”, bem como o pagamento dos salários devidos durante os mais de 50 dias de ocupação. Agora, a fábrica está em processo de voltar a suas atividades. Ainda assim a luta continua. No caso dos camaradas da “Vivex“, os mesmos continuam com a fábrica ocupada com a perspectiva de que o governo bolivariano nacionalize a planta.
Os trabalhadores do setor automobilístico temos que nos organizar para frear esta agressão patronal e desenvolver uma estratégia internacional de luta contra os planos das multinacionais. Por todo estamos realizando os abaixo-assinados de apoio e convocamos o Segundo Encontro Latinoamericano de Empresas Recuperadas, para que os trabalhadores e sindicatos do setor automobilístico de Anzoátegui participamos e debatamos sobre os problemas dos trabalhadores do setor automobilístico e a luta pelo controle operário e a nacionalização como alternativa a crise do setor. Por todo isso fazemos um chamado a todos os trabalhadores do setor automobilístico da América Latina, EEUU, Canadá ou qualquer organização sindical do mundo do setor automobilístico a participar neste Segundo Encontro Latinoamericano de empresas recuperadas que se ocorrerá em 25,26 e 27 de junho de 2009 na cidade de Caracas na Venezuela.

Assinado:
*Félix Martínez, secretário geral do “Singetran” (Sindicato de trabalhadores Nova Geração de MMC/Mitsubisch-Venezuela)
*Yeant Sabino, secretário geral do “Sindicato Sutra-Vivex” (Fabrica de vidro automobilístico, ocupada).

sexta-feira, 17 de abril de 2009

ABAIXO ASSINADO EM DEFESA DA FLASKÔ

Apoiamos a luta dos trabalhadores da fábrica ocupada Flaskô!
É hora de salvar os empregos! É hora de salvar a Flaskô

Nós como a maioria do povo trabalhador brasileiro estamos muito preocupados com a situação dos trabalhadores em todo o Brasil e no mundo. Neste momento nos dirigimos a todos as autoridades, e em particular ao governo Lula e seus Ministros, para que adotem medidas IMEDIATAS E URGENTES para salvar os empregos na fábrica ocupada Flaskô, controlada pelos trabalhadores há quase 6 anos em uma dura luta para manter os empregos.
Por que apoiamos a histórica luta dos trabalhadores da Flaskô e o Movimento das Fábricas Ocupadas?
A resistência dos trabalhadores Flaskô desde a crise de 2002/2003 nos mostra um caminho e nos faz refletir as alternativas que devemos adotar para defender nossos empregos. Estes trabalhadores, em conjunto com os trabalhadores da Cipla e Interfibra, decidiram ocupar a fábrica e assumir seu controle contra o fechamento da fábrica e iniciaram uma dura luta para manter os empregos e os direitos pedindo que o governo estatize a fábrica. Realizaram uma série de medidas para manter a fábrica aberta e melhorando as condições de vida dos trabalhadores como, por exemplo, a redução da jornada de trabalho sem redução dos salários.
Uma série de ameaças continua contra os trabalhadores
Desde que ocuparam a fábrica as maiores dificuldades dizem respeito à cobrança de dívidas dos antigos patrões pelo governo federal que cotidianamente ameaçam os empregos com o leilão e a retirada de máquinas e equipamentos, com a penhora de faturamento e da conta bancário para pagar dividas dos patrões. E também por ameaças de intervenção, como ocorreu na Cipla e Interfibra no ano de 2007, para pagar a divida dos patrões e acabar com esta experiência de luta e de democracia operária.
A atual crise afeta diretamente os trabalhadores em todo o Brasil e também diretamente a Flaskô
Os trabalhadores não são responsáveis pela crise, pelo desemprego, pela miséria que organizam os capitalistas. Os patrões durantes anos e anos tiverem lucros bilionários e agora quando chega a crise que eles mesmo causaram reduzem os direitos e os salários, demitem os trabalhadores, deixam de pagar os imposto ou mesmo quebram fraudulentamente as empresas deixando os trabalhadores sem nada.
O governo tem adotado um conjunto de medidas para salvar os patrões, como a redução de impostos, como a ampliação dos créditos, e mesmo a discussão apresentada pelo próprio presidente de que “na crise não é hora de pedir aumento”. E de outro lado continuam os ataques aos trabalhadores da Flaskô.
É urgente e imediato que sejam adotadas para salvar os empregos na Flaskô!
Comprometidos com a luta do povo trabalhadores pedimos que o governo adote medidas para salvar os empregos na Flaskô. Os trabalhadores estão mantendo seus empregos com sua luta e seu suor, com o apoio e a solidariedade de trabalhadores e organizações pelo mundo. Porque sabemos que é uma importante experiência de alternativa a destruição dos empregos e dos direitos.

Para assinar clik aqui: http://www.petitiononline.com/flasko/petition-sign.html
Ou se achar melhor pode enviar diretamente no e-mail: pedro.santinho@uol.com.br

quinta-feira, 16 de abril de 2009

II ENCONTRO LATINO AMERICANO DE FÁBRICAS RECUPERADAS



25, 26 e 27 de Junho - Caracas - Venezuela
Na América Latina a resistência contra a destruição da indústria e a defesa dos empregos assumiu diferentes formas. A crítica e seus questionamentos formam parte da discussão do movimento operário e foram os objetos do debate do Primeiro Encontro Latino Americano de Empresas Recuperadas, realizado na Venezuela no dia 29 de outubro de 2005. Dizíamos: “Eles fecham, nós abrimos as fábricas. Eles roubam as terras e nós ocupamos. Eles fazem guerras e destroem nações, nós defendemos a paz e a integração soberana dos povos. Eles dividem e nós unimos. Porque somos a classe trabalhadora. Porque somos o presente e o futuro da humanidade”.
Hoje, mais ainda do que em 2005, a situação dos povos da América Latina nos impõe com mais força a necessidade de seguir construindo e aprofundando essa unidade. Não é nenhum presente a conjuntura política atual em nosso continente. São anos de levantes, resistências, projetos e de muito trabalho por parte dos trabalhadores para construir esta oportunidade histórica.
Nosso movimento é anti-imperialista, anticapitalista. É um grito e um movimento organizado da classe trabalhadora contra o regime de propriedade privada dos grandes meios de produção, que somente pode sobreviver fazendo guerras, explorando e oprimindo os povos.
Sabemos que sempre existiram matizes na nossa América, e muitos governos atuais não são representantes de nossos interesses, mas se apresenta uma conjuntura favorável para construir propostas, debater e colocar a marca dos trabalhadores nos assuntos que nos dizem respeito.
Claro que não será fácil. Vimos, na Bolívia, como reagiram as classes dominantes ante a nacionalização dos recursos, ante o exercício da soberania. Na Venezuela, que com seu avanço revolucionário na educação, na saúde, no campo, não deixa de incomodar a quem sempre viveu a custa do povo e de seus recursos. E assim, seguem produzindo mentiras através de seus meios, medo, fome. Mas apesar disso nem o povo venezuelano nem o povo boliviano se enganaram, e re-elegeram Chávez e Evo. Assim como Correa no Equador, e, recentemente, no Paraguai, com a eleição de Lugo pelo povo.
Convocamos todas as empresas recuperadas por seus trabalhadores e as organizações sociais em luta para o “II Encontro Latino Americano de Empresas Recuperadas pelos Trabalhadores”, unindo as lutas de nosso setor com o restante da classe trabalhadora e em apoio à luta pelo socialismo que vem sendo realizada pelo povo boliviano e venezuelano apoiados pelos trabalhadores de toda América Latina. Convocamos todos a se somarem aos nossos esforços e nos reunirmos nos dias 25, 26 e 27 de junho de 2009, em Caracas, Venezuela.
Viva a luta dos trabalhadores das empresas recuperadas!
Viva a luta da classe trabalhadora!
Viva a revolução venezuelana!
Viva a revolução boliviana!
Venceremos!
Contato: fabricasocupadas@terra.com.br
Convocam:
Comissão Organizadora do I Encontro Latino Americano de Fábricas Recuperadas por Trabalhadores - Caracas/2005 • (Serge Goulart - Brasil: sergegoulart@marxismo.org.br; Eduardo Murua- Argentina: vascoeduardo@yahoo.com.ar; Liliana Pertuy - Uruguai: lpertuy@yahoo.com.ar)
Frente Revolucionária de Trabalhadores de Empresas em Cogestão e Ocupadas (FRETECO) - Venezuela: pacor5876@gmail.com
Central Obrera Boliviana - COB •
Federação Sindical dos Trabalhadores Mineiros da Bolívia - FSTMB: fstmb@hotmail.com
Movimento Nacional de Empresas Recuperadas - MNER - Argentina: ocuparresistirproducir@yahoo.com.ar
Associação Nacional de Trabalhadores Autogestionados - ANTA\CTA- Argentina: barriosmario_ust@speedy.com.ar
Central Unitária dos Trabalhadores (CUT– Autêntica) - Paraguai: cutautentica@hotmail.com
Coordenação de Empresas Recuperadas por Trabalhadores – Paraguai•
Movimento de Fábricas Ocupadas - Brasil: fabricasocupadas@terra.com.br

AUDIÊNCIA PÚBLICA: A crise e o Movimento das Fábricas Ocupadas: é hora de salvar a Flaskô! É hora de salvar os empregos!

O Movimento das Fábricas Ocupadas, através da sua coordenação na fábrica ocupada e controlada Flaskô, em conjunto com o Deputado Federal Fernando Nascimento, da comissão de trabalho convoca esta importante discussão com o objetivo de se debater e encaminhar soluções no sentido de diante da crise encontrar medidas para salvar os empregos, impedir o fechamento de fábricas e as demissões.
Neste sentido a experiência de resistência dos trabalhadores da Flaskô, fábrica ocupada que está completando 6 anos de controle operário e luta pela manutenção dos empregos e direitos com a reivindicação da estatização das fábricas sob o controle dos operários, é fundamental para a reflexão de todo movimento operário, e mais do que este, de todas aqueles comprometidos com a democracia e a defesa do emprego, que em última instância é mínimo para a dignidade humana. Outras experiências também serão apresentadas com dos companheiros da Usina Catende do Estado de Pernambuco.
Estão convidados para participar o Ministério do Trabalho, o Movimento das Fábricas Ocupadas através de uma representante da Flaskô e de um representante da luta contra a Intervenção na Cipla e Interfibra, representante da Usina Catende, representante da Central Única dos Trabalhadores, parlamentares e todos aqueles que queiram discutir a questão.
Os trabalhadores da Flaskô, com constantes ameaças a seus empregos, exigem que o governo Lula assuma seu compromisso e adote medidas no sentido de salvar os empregos.
Por isso convidamos todos a nos contatar para participar da audiência. Onibus estaão sendo organizados para sair da porta da Flaskô na cidade de Sumaré/SP e as inscrições estão abertas entrem em contato.
È hora de salvar a Flaskô! Já é hora de retirar a intervenção na Cipla e Interfibra!
É hora de salvar os empregos!
Fábrica fechada deve ser ocupada e estatizada sob o controle dos trabalhadores!

Pedro Santinho
Coordenador do Conselho de Fábrica da Flaskô
Movimento de Fábricas Ocupadas
(11) 9930-6383


Local: Câmara dos Deputados – Brasília
Data: 05/05/2009 às 14h 30

http://www.defenderaflasko.blogspot.com/

sábado, 11 de abril de 2009

Estamos em plena campanha "Em Defesa da Flaskô"!



Comp@s,

Estamos em plena campanha "Em Defesa da Flaskô"!

Contamos com o apoio de tod@s para ampliar a resistência dos trabalhadores da fábrica, ocupada em junho de 2003.

Conseguimos venecer mais um leilão de máquinas da Flaskô. Mas os ataques à gestão operária não param. Diversas penhoras de faturamento já foram autorizadas pelos Juízes e há negociações com as Procuradorias da Fazenda para evitar sua realização. Qualquer cumprimento delas acaba com o emprego dos trabalhadores e da última fábrica controlada pelos trabalhadores, na luta pela estatização sob o controle operário.

Há quase dois anos ocorreu a criminosa intervenção federal nas fábricas Cipla e Interfibra, em Joinville/SC, com a demissão de mais de 400 trabalhadores, com a fábrica caminhando para seu fechamento. Ver mais em http://www.tiremasmaosdacipla.blogspot.com/

Não podemos deixar que o mesmo ocorra com a Flaskô.

Por isso, nos ajude a barrar as tentativas de fechamento da fábrica. Participe de nossas atividades, debates, campanhas...

* Audiência Pública em Brasília
Dia 05 de maio haverá uma audiência pública sobre a Flaskô, na Câmara dos Deputados, em Brasília. Faça parte de nossa caravana!!! Vamos ocupar o Congresso!

* Encontro de Comemoração de 6 anos de Ocupação e de Preparação para a Venezuela

No dia 13 de junho, na Flaskô, comemoraremos 06 anos de gestão operária. Em 12 de junho de 2003, os trabalhadores da Flaskô tomavam uma decisão histórica - diante do emintente fechamento da fábrica e o consequente desemprego, os trabalhadores ocuparam a fábrica e retomaram a produção sob o controle operário. Desde então, muitas dificuldades... mas o exemplo de resistência continua firme...

* Encontro na Venezuela
Participe da caravana da Flaskô à Caracas (Venezuela), no II Encontro de Fábricas Ocupadas, que será realizado de 25 a 27 de junho de 2009.

* Rifa:
Entre em contato com os trabalhadores e ajude a comprar as rifas que fizemos. É uma rifa de um laptop que será sorteado em 06/06/09 pela loteria federal. Cusa apenas R$ 2,00.

Maiores informações em http://www.defenderaflasko.blospot.com/

Saudações de Luta,
Alexandre Mandl
juridicoflasko@yahoo.com.br
(19) 8129-6637

quinta-feira, 26 de março de 2009

ATO UNIFICADO CONTRA A CRISE E AS DEMISSÕES

ATO UNIFICADO CONTRA A CRISE E AS DEMISSÕES
Trabalhadores da Flaskô ajudam a organizar o ato e convocam a mais ampla participação

O Movimento das Fábricas Ocupadas e os trabalhadores da Flaskô, fábrica ocupada e sob controle operário há quase 6 anos, saúda a iniciativa deste importante ato para a luta da classe trabalhadora da cidade e do campo. Nós sabemos que está crise organizada pelo capital é apenas o sintoma da própria forma como os patrões organizam a sociedade. E depois de anos com lucros enormes que conseguiram a custo do suor dos trabalhadores querem que na crise os trabalhadores paguem com seus direitos, seus empregos e o fechamento de fábricas.

Por isso decidimos nos somar a esta importante iniciativa, e queremos convidar nossos apoiadores, os trabalhadores e trabalhadores da região a se somar a nossa delegação que estará presente no ato que se realiza no dia 30/03 as 10 horas na Avenida Paulista em São Paulo. Sairemos da Flaskô localizada em Sumaré as 7h 30 da manha, aqueles que quiserem compor a delegação devem informar até amanha a tarde, por e-mail ou telefone.

Durante mais de 6 anos passamos afirmando que diante do fechamento das fábricas das demissões é perspectiva para os trabalhadores é ocupar a fábrica, tomar o controle do caixa, da produção e lutar para pela estatização. Por sabemos que as saídas individuas não conseguir ajudar a classe a avançar, pois o único avanço que realmente pode ser uma perspectiva para os trabalhadores é a expropriação das fábricas sob o controle dos trabalhadores, a reforma agrária no latifúndio e também na cidade, avançar na reestatização da Vale do Rio Doce, da Embraer, da Ferrovias e de todas as empresas privatizadas e dos serviços públicos, sob o controle democráticos dos trabalhadores. Há 6 anos lutam por pela estatização sob o controle dos trabalhadores como única forma de garantir os empregos e direitos de maneira duradoura.

Hoje vemos por toda parte inclusive o governo americano estatizando os bancos para salvar os capitalistas, e mais do que isso temos que ouvir o nosso presidente Lula afirma que é necessário os governos terem coragem de estatizar para salvar os capitalistas, e ao mesmo tempo aqui no Brasil diz entender a direção da Embraer aceitando as demissões e se recusa e ter coragem e salvar a fábrica ocupada Flaskô estatizando-a para salvar os empregos de pais e mães de família que há 6 anos lutam e mantém a fábrica.

É o momento de ousar! É o momento de ter coragem! É a hora de decidir! Todas ao ATO UNIFICADO CONTRA A CRISE E AS DEMISSÕES

- Estatização das fábrcias quebradas sob o controle dos trabalhadores!
- Reestatização da Embraer! Da Vale do Rio Doce e das Ferrovias!
- Nenhuma demissão! Regulamentação imediata da convenção 158 que proíbe as demissões imotivas!
- Reforma agrária na lei ou na marra!


Pedro Santinho
Coordenador do Conselho de Fábrica da Flaskô
Fábrica Ocupada e sob o controle dos trabalhadores
Movimento das Fábricas Ocupadas

quarta-feira, 25 de março de 2009

Vitória! Nenhum louco tentou arrematar os equipamentos dos trabalhadores da Flaskô em meio a nossa Manifestação!

Click na imagem para ampliá-la
Mas uma vitória da classe trabalhadora, impedimos mais um leilão, ninguém se atreve a arrematar um equipamento da Fábrica controlada pelos operários, "quem é louco". Nunca deixaríamos os equipamentos serem levados, seria uma ameaça real aos postos de trabalho na Flaskô. Mas a nossa luta não para nesse leilão de hoje, no dia 08 de abril os mesmos equipamentos serão leiloados novamente, e pior, pela metade do valor do processo, por isso, fazemos um chamado a toda classe trabalhadora que participem do próximo Ato em defesa dos postos de trabalho na Fábrica Ocupada Flaskô, pois com essa mesma solidariedade que estamos sobrevivendo até hoje, nesses quase 6 anos de luta. Então dia 08 de abril, às 13 horas no fórum de Sumaré, centro, proximo a prefeitura. Para aqueles que preferir as caravanas sairão da Flaskô ao meio dia.
Se leiloar pode desempregar e se arrematar não vai levar!
Não vai levá! Não vai levá!
Não vai levá! Não vai levá!

quarta-feira, 18 de março de 2009

ATO CONTRA AMEAÇA DE RETIRADA DE MAQUINAS NA FÁBRICA OCUPADA FLASKO



Os trabalhadores da fábrica ocupada Flasko mais uma vez estão ameaçados com retirada de máquinas e equipamentos. Por decisão da Justiça de Sumaré, cobrando antigas dívidas dos patrões com governo estão marcados leilões que serão realizados nos dias 25 de março e 08 de abril do presente ano de 2009, por conta do processo n° de ordem 3184/00 c/apenso 3505/00 e 1763/01. Os leilões ocorrem na sede do Fórum da Comarca de Sumaré/SP.

Há quase 6 anos resistimos contra as tentativas de fechamento da fábrica, com nossa luta e mobilização e a mais ampla solidariedade que temos dos movimento operario e campones de todo o Brasil e do Mundo.

Por isso estamos convocando todos os companheiros a participarem nestas duas datas de atos que realizaremos na frente do Fórum de Sumaré. Os leilões ocorreram as 13 horas, sendo o primeiro no dia 25 de março e o segundo no dia 08 de abril.

Teremos transporte a disposição dos companheiros saindo as 12 horas da fábrica ocupada Flaskô, localizada na rua 26, 300 do Parque Bandeirantes na cidade de Sumaré/SP.


ABAIXO NOVAMENTE PUBLICAMOS MODELOS DE MOÇÃO


MODELO –Fórum de Sumaré/SP - 3ª vara Cível

Rua Antônio de Carvalho, n° 170 – Centro – Sumaré/SP – (19) 3873-2999/ 2811

Ao Excelentíssimo Senhor Juiz de Direito,

Dr. Alexandre Dalberto Barbosa,

Juiz da 3ª Vara Cível da Comarca de Sumaré/SP, auxiliando no serviço anexo das Fazendas da Comarca de Sumaré/SP.


Assunto: Pela suspensão dos Leilões dos dias 25 de março e 08 de abril que se realizarão no Fórum da Comarca de Sumaré.

Moção de apoio aos trabalhadores da Fábrica Ocupada Flaskô


Dirigimo-nos a Vossa Excelência no sentido de, em primeiro lugar externar nosso irrestrito apoio à luta dos trabalhadores (as) da fábrica FLASKÔ, que está há quase 06 anos ocupada e sob controle democrático de seus trabalhadores, em defesa de seus empregos e por sua estatização.

Em segundo lugar, e coerente com nossos compromissos com os trabalhadores, venho, respeitosamente, solicitar que Vossa Excelência, atendendo e compreendendo os legítimos reclamos dos trabalhadores desta fábrica, cancele os Leilões de equipamentos desta empresa, que serão realizados nos dias 25 de março e 08 de abril do presente ano de 2009, por conta do processo n° de ordem 3184/00 c/apenso 3505/00 e 1763/01, na sede do Fórum da Comarca de Sumaré/SP.

A retirada de qualquer equipamento da fábrica certamente acarretará sérios prejuízos aos mais de 70 trabalhadores (as) que já tanto lutaram e sofreram nesses quase 06 anos de sua heróica luta e que nesse momento de crise não podem ser ainda mais penalizados. A luta em defesa dos empregos e dos salários é legítima, justa e digna.Apelamos para a sensibilidade e justeza de sua decisão: suspenda os leilões!Atenciosamente,_____________, ______ de março de 2009

II Encontro Latino Americano de Empresas Recuperadas pelos Trabalhadores (click na imagem para ampliá-la)

25, 26 e 27 de Junho – Caracas – Venezuela
CONVOCATÓRIA
As ocupações de fábricas voltam ao cenário mundial. Na Argentina são centenas de novas ocupações, multina­cionais como a Mitsubishi são ocupa­das na Venezuela. Na Europa, nos EUA, no México, na Tailândia e em outros países da Ásia, mobiliza­ções ocorrem e os trabalhadores para defender seus postos de trabalho, seus direitos e sua dignidade, decidem ocu­par as fábricas.
O Movimento das Fábricas Ocu­padas e inúmeros sindicatos estão organizando delegações ao II Encon­tro Latino Americano de Fábricas Recuperadas por Trabalhadores, na Venezuela revolucionária. Abaixo a convocatória.
Encontro Pan Americano na fábrica ocupada CIPLA
Na América Latina a resistên­cia contra a destruição da indústria e a defesa dos empregos assumiu diferentes formas. A crítica e seus questionamentos formam parte da discussão do movimento operário e foram os objetos do debate do Pri­meiro Encontro Latino Americano de Empresas Recuperadas, realiza­do na Venezuela no dia 29 de outu­bro de 2005. Dizíamos: “Eles fecham, nós abrimos as fábricas. Eles roubam as terras e nós ocupamos. Eles fazem guerras e destroem nações, nós defendemos a paz e a integração soberana dos povos. Eles di­videm e nós unimos. Porque somos a classe trabalhadora. Porque somos o presente e o futuro da humanidade”.
Hoje, mais ainda do que em 2005, a situação dos povos da América Latina nos impõe com mais força a necessidade de seguir construindo e aprofundando essa unidade. Não é nenhum presente a conjuntura polí­tica atual em nosso continente. São anos de levantes, resistências, pro­jetos e de muito trabalho por par­te dos trabalhadores para construir esta oportunidade histórica.
Nosso movimento é anti-impe­rialista, anticapitalista. É um grito e um movimento organizado da clas­se trabalhadora contra o regime de propriedade privada dos grandes meios de produção, que somente pode sobreviver fazendo guerras, explorando e oprimindo os povos.
Sabemos que sempre existiram matizes na nossa América, e muitos governos atuais não são represen­tantes de nossos interesses, mas se apresenta uma conjuntura favorável para construir propostas, debater e colocar a marca dos trabalhadores nos assuntos que nos dizem respei­to.
Claro que não será fácil. Vimos, na Bolívia, como reagiram as classes dominantes ante a nacionalização dos recursos, ante o exercício da so­berania. Na Venezuela, que com seu avanço revolucionário na educação, na saúde, no campo, não deixa de incomodar a quem sempre viveu a custa do povo e de seus recursos. E assim, seguem produzindo mentiras através de seus meios, medo, fome. Mas apesar disso nem o povo ve­nezuelano nem o povo boliviano se enganaram, e re-elegeram Chávez e Evo. Assim como Correa no Equa­dor, e, recentemente, no Paraguai, com a eleição de Lugo pelo povo.
Convocamos todas as empresas recuperadas por seus trabalhadores e as organizações sociais em luta para o “II Encontro Latino Ame­ricano de Empresas Recuperadas pelos Trabalhadores”, unindo as lutas de nosso setor com o restante da classe trabalhadora e em apoio à luta pelo socialismo que vem sen­do realizada pelo povo boliviano e venezuelano apoiados pelos traba­lhadores de toda América Latina. Convocamos todos a se somarem aos nossos esforços e nos reunir­mos nos dias 25, 26 e 27 de junho de 2009, em Caracas, Venezuela.
Viva a luta dos trabalhadores das empresas recuperadas!
Viva a luta da classe trabalhadora!
Viva a revolução venezuelana!
Viva a revolução boliviana!
Venceremos!
Convocam:
Comissão Organizadora do I Encontro Latino Americano de Fábricas Recuperadas por Trabalhadores – Caracas/2005 (Serge Goulart – Brasil; Eduardo Murua- Argentina; Liliana Pertuy – Uruguai)
Frente Revolucionario de Trabajadores de Empresas en Cogestión y Ocupadas (FRETECO) – Venezuela
Central Obrera Boliviana – COB
Federação Sindical dos Trabalhadores Mineiros da Bolívia – FSTMB
Movimento Nacional de Empresas Recuperadas – MNER – Argentina
Associação Nacional de Trabalhadores Autogestionados – ANTA\CTA- Argentina
Central Unitária dos Trabalhadores (CUT– Autêntica) –Paraguai
Coordenação de Empresas Recuperadas por Trabalhadores – Paraguai
Movimento de Fábricas Ocupadas – Brasil

Faça parte da Delegação dos Trabalhadores da Fábrica Ocupada Flaskô
Contato: (11) 9233 6383 - (19) 8164 1971
mobilizacaoflasko@yahoo.com.br

segunda-feira, 16 de março de 2009

Nova ameaça a fábrica ocupada Flasko

Companheiros,


Abaixo modelo de moção para ser enviado em apoio a luta dos trabalhadores da fábrica ocupada Flasko.


MODELO –

Fórum de Sumaré/SP - 3ª vara Cível
Rua Antônio de Carvalho, n° 170 – Centro – Sumaré/SP – (19) 3873-2999/ 2811


Ao Excelentíssimo Senhor Juiz de Direito, Dr. Alexandre Dalberto Barbosa, Juiz da 3ª Vara Cível da Comarca de Sumaré/SP, auxiliando no serviço anexo das Fazendas da Comarca de Sumaré/SP.



Assunto: Pela suspensão dos Leilões dos dias 25 de março e 08 de abril que se realizarão no Fórum da Comarca de Sumaré.


Moção de apoio aos trabalhadores da Fábrica Ocupada Flaskô


Dirigimo-nos a Vossa Excelência no sentido de, em primeiro lugar externar nosso irrestrito apoio à luta dos trabalhadores (as) da fábrica FLASKÔ, que está há quase 06 anos ocupada e sob controle democrático de seus trabalhadores, em defesa de seus empregos e por sua estatização.

Em segundo lugar, e coerente com nossos compromissos com os trabalhadores, venho, respeitosamente, solicitar que Vossa Excelência, atendendo e compreendendo os legítimos reclamos dos trabalhadores desta fábrica, cancele os Leilões de equipamentos desta empresa, que serão realizados nos dias 25 de março e 08 de abril do presente ano de 2009, por conta do processo n° de ordem 3184/00 c/apenso 3505/00 e 1763/01, na sede do Fórum da Comarca de Sumaré/SP.

A retirada de qualquer equipamento da fábrica certamente acarretará sérios prejuízos aos mais de 70 trabalhadores (as) que já tanto lutaram e sofreram nesses quase 06 anos de sua heróica luta e que nesse momento de crise não podem ser ainda mais penalizados. A luta em defesa dos empregos e dos salários é legítima, justa e digna.

Apelamos para a sensibilidade e justeza de sua decisão: suspenda os leilões!

Atenciosamente,

_____________, ______ de março de 2009

terça-feira, 3 de março de 2009

GRANDE ESTRÉIA! PRIMEIRO DIA DA RÁDIO LUTA FOI CLASSE A!

Um projeto que já completava quase dois anos de idade foi finalmente tirado do papel. A Rádio Luta 102,1 FM foi ao Ar! Botando literalmente a boca no mundo, recebemos notícias de camaradas que ouviram a Rádio lá da Turquia, da Argentina, Bolívia, Venezuela, Além de dois Colombianos que vieram com os militantes do MST no nosso estúdio pessoalmente, ao vivo. Recebemos notícias de ouvintes em Salvador, Santa Catarina, Ubatuba, da grande São Paulo e em toda a região metropolitana de Campinas e Sumaré.
A Rádio esteve no ar somente nesse dia 28, estamos nos organizando para estar no ar todos os dias, em breve chegaremos lá.
A próxima transmissão será dia 14, sábado, das 8 às 00 horas, serão 16 horas seguidas de muita informação e música no ar. Iremos melhorar a transmissão pela internet, pois recebemos sugestões e reclamações de camaradas que tentaram ouvir e não conseguiram em diversos lugares do mundo.
É isso aí, buscaremos melhorar mais e mais, para que a classe trabalhadora possa ter acesso a mais um instrumento de luta, por isso camaradas, ajude-nos a organizar e defender a Rádio Luta.
Grave depoimentos em audio e mande por e-mail que vamos tocar ana Rádio, escreva textos com sugestões que iremos ler no ar, enfim participe, faça parte dessa luta, seja programador garanta seu horário para o dia 14 de março, temos vagas pra você, não só pra esse dia e sim para todas as nossas transmissões.
Envie seus e-mails ou ligue para:

radioluta@yahoo.com.br

(19) 8164 1971

Até a próxima, divulgue essa idéia e divulgue também o
radioluta.blogspot.com

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

AJUDE E FAÇA PARTE DO 2º ENCONTRO DE FÁBRICAS RECUPERADA POR TRABALHADORES EM CARACAS, VENEZUELA DIAS 25, 26 E 27 DE JUNHO DE 2009

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GRANDE RIFA PARA FUNDO DE LUTA.
Preparando a delegação dos trabalhadores brasileiros ao Encontro.
Entre em contato e saiba mais sobre o Encontro de Fábricas Ocupadas, em Caracas, Venezuela em junho. Em breve publicaremos a convocatória.
Entre em contato:
(19) 3864 1971

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Dia 28 de Fevereiro Transmissão da Rádio Luta 102,1 FM

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Inscreva-se, faça seu programa, seja programador de uma Rádio Operária!
Tel: 19 - 8164 1971
Mail: mobilizacaoflasko@yahoo.com.br

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Moção de Apoio ao Movimento das Fábricas Ocupadas do Brasil

A União Nacional dos Estudantes, com suas entidades de base (CA’s e DA’s) reunidas no 12º CONEB da UNE, nos dias 17 a 21 de janeiro de 2009 em Salvador/BA, se posiciona em defesa dos trabalhadores das Fábricas Ocupadas do Brasil, que lutam duramente há mais de seis anos em defesa de seus empregos e pela Estatização das fábricas sob controle operário.

A Ocupação de fábricas é um justo instrumento de luta dos trabalhadores em defesa de seus empregos e contra as crises e falências de fábricas, fruto da administração dos capitalistas.

Dessa forma a UNE exige o fim da intervenção judicial nas fábricas CIPLA e Interfibra, em Joinville/SC. Que em maio de 2007 completaria cinco anos de ocupação sob controle operário da produção quando sofreu a Intervenção judicial e militar que cobrava uma divida deixada pelo antigo patrão.

Apoiamos também a heróica luta dos trabalhadores da FLASKÔ, fábrica de Sumaré-Campinas/SP, que ainda hoje continua ocupada sob controle operário, mostrando a força e resistência dos trabalhadores em defesa de seus empregos.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

TRANSMISSÃO DA RÁDIO LUTA 102,1 NESTE SÁBADO

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É com grande satisfação que iremos participar da Festa de 2 anos de resistência do Acampamento Zumbi dos Palmares do MTST na cidade de Sumaré. Gostaríamos desde já parabenizar esses bravos trabalhadores que lutam por moradia. Uma grande saudação a todos e todas, pais e mães de família do Acampamento. Podem contar conosco.
É muito importante frisar que haverá uma transmissão ao vivo feita pela Rádio Luta 102,1 FM da Fábrica Ocupada Flaskô.
Quem não puder está presente, sintonize-se na transmissão.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

ESTATIZAÇÃO E REESTATIZAÇÃO SOB CONTROLE OPERÁRIO

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E leia a matéria em que os trabalhadores da Flaskô se mobilizaram em apoio aos Mineradores da Vale do Rio Doce